Uso do Twitter pode ajudar em diagnóstico do TDAH

Por Jussara Goyano* | Fotos: 123 RF | Adaptação web Caroline Svitras

Estudo da Universidade da Pensilvânia, EUA, publicado recentemente no Journal of Attention Disorders, mostra a relação entre a utilização de determinadas palavras e comportamentos na rede social Twitter e a prevalência de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). A análise de 1,3 milhão de tweets publicados por quase 1.400 usuários que tiveram diagnósticos autorrelatados de TDAH, mostrou uma utilização maior de palavras como “ódio”, “desapontado”, “chorar” e “triste” com mais frequência pelos portadores do transtorno do que o grupo de controle. Além disso os posts dos chamados “DDAs” ocorriam geralmente quando outros usuários estavam dormindo, entre meia-noite e 6 da manhã.

 

“Uso medicinal”

Pesquisadores envolvidos em tal estudo consideram válidas as informações obtidas em redes sociais por permitirem uma análise de maior intervalo e prevalência de manifestações de seus pacientes, em contraposição a 30 ou 60 minutos de sessão terapêutica. Ainda nesse estudo e sobre essa premissa, eles puderam observar, entre os portadores de TDAH no Twitter, a menção frequente ao “uso medicinal” de maconha (como apologia, prática ou desejo), o que também ocorre em consultório clínico.

 

 

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Adaptado do texto “Twitter e TDAH”

*Jussara Goyano é jornalista e coach certificada pelo Instituto de Psicologia Positiva (IPPC). Atua com foco em performance e bem-estar. Estudou Medicina Comportamental na Unifesp. E-mail: atendimento@jussaragoyano.com