Saiba como ter sucesso em suas relações

Melhorar a postura pessoal e profissional é fundamental para ser um vencedor, assim como desenvolver atitudes intrapessoais e interpessoais ajudam a chegar ao equilíbrio

Por Conrado Matos* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

Para nos renovar devemos tentar mudar de foco, estabelecer metas, objetivos e ações – mudar de reta para atingir o alvo que queremos alcançar, que é um compromisso de um grande vencedor. Devemos, também, melhorar nossa postura pessoal e profissional, buscando melhor qualidade de vida, além de nos aperfeiçoar constantemente.

 

O indivíduo que busca qualificar-se pensa em desenvolver suas iniciativas intrapessoais e interpessoais, que são atitudes que atuam no interior e no exterior de cada ser humano, contribuindo para uma vida subjetiva e, ao mesmo tempo, objetiva – atuando “dentro da alma” e “fora da alma”. Sem essas atitudes intrapessoais e interpessoais, o indivíduo não encontra um ponto de partida para se tornar uma pessoa desenvolvida em suas habilidades e competências.

 

Algumas pessoas são qualificadas do ponto de vista intrapessoal. Sabem viver tranquilas (falsos Zen’s), harmoniosas e pacientes, embora, não tenham autoestima elevada para agir no campo profissional. No caso do Zen verdadeiro, este é móvel e vive, também, em ação.

 

Outras pessoas são bem dotadas do ponto de vista interpessoal, mas não vivem bem no que se refere à vida pessoal ou interior. Porém, são profissionais competentes. Outras pessoas têm as duas atitudes, a intrapessoal e a interpessoal. Essas pessoas agem como águias e enfrentam desafios – não desistem do novo. Esses indivíduos são móveis e buscam pelo seu próprio sucesso.

 

Para ser uma pessoa dotada de qualidades pessoais devemos assumir alguns valores: autoconfiança, autoafirmação, autodeterminação e autocriatividade. Essas atitudes formam nosso pilar da autoestima – autoestima elevada, verdadeira e saudável.

 

Por outro lado, as atitudes de autoconfiança, autoafirmação, autodeterminação e autocriatividade nos acompanham em outros campos de atuação: trabalho, compromisso social, formação profissional e especializações etc. A nossa autoestima pode ser considerada pessoal ou profissional, podendo oscilar como elevada ou baixa, a depender do desenvolvimento de cada um – mas deve estar elevada nas duas áreas: pessoal e profissional.

 

Caso você seja uma pessoa que tem dificuldade de se relacionar com os outros, pode sofrer de autoestima baixa nas relações interpessoais. Se você não entende bem o que está acontecendo com você sobre essas causas emocionais (fracasso do ego), você não está tendo uma boa relação intrapessoal. Intrapessoal é entendimento interior. Interpessoal é entendimento exterior. Porém, essas duas atitudes são importantes para o crescimento.

 

Existe indivíduo que se aborrece futilmente nos ambientes de trabalho e familiar. Essa pessoa não é dotada de atitude interpessoal saudável, e pode sofrer danos sociais, profissionais e pessoais. Não é admirado por ninguém e vive afastado das pessoas, embora este mesmo indivíduo possa viver bem interiormente. Medita, pensa sobre si mesmo e é reflexivo e introvertido. Ganha por um lado e perde por outro, por não ser um extrovertido saudável.

 

No caso de alguns psicóticos e neuróticos, a dificuldade de se relacionar consigo mesmo e com os outros é característica do sintoma psíquico, ou da personalidade esquizoide, que são bem confusos e precisam de terapias, ou de medicações psiquiátricas. Bem tratados, podem desenvolver relações intrapessoais e interpessoais saudáveis.

 

Alguns executivos, que assumem cargos de liderança, sofrem de disfunções sociais, não agregam relacionamentos saudáveis e fogem de alguns desafios. Numa organização, o sistema de liderança e política de trabalho deve ser grupal, e os profissionais precisam aprender a se relacionar. Da mesma forma, as boas relações devem ser estabelecidas na organização familiar, em sintonia com os principais membros da família. A boa relação deve se ampliar, em geral, nas demais convivências sociais.

 

Outro aspecto que devemos levar em conta como importante nas relações é aprender a lidar com as indiferenças, seja na família, nos grupos sociais e no ambiente de trabalho. As atitudes intrapessoais e interpessoais são fundamentais nessas situações de convívio, nutrem a autoestima, não só pessoal, mas elevam a autoestima do companheirismo.

 

Existem, também, indivíduos que pensam muito em fazer certas coisas, mas não agem. São um pouco niilistas – tipo cabeças ocas. Despertam interesse pelas coisas, porém não as colocam em ação. Esses indivíduos são sujeitos à depressão e sentimento de culpa, por não assumirem responsabilidade sobre suas ideias. São fracos e não reagem no tempo certo. Sofrem de autoestima baixa, embora, sejam vistos como indivíduos de autoestima mediana, por ter muitas ideias. São inseguros e não colocam as ideias em práticas. Agir com autoestima elevada é não se esquivar diante de determinadas situações novas, sejam elas compromisso, reunião, responsabilidade, ação, objetivos e metas.

 

Revista Psique Ciência & Vida Ed. 99

Adaptado do texto “Relações e convívio”

*Conrado Matos é psicanalista com consultório em Salvador (BA). Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia. Pós-graduado em Teoria Psicanalítica. Articulista do jornal Tribuna da Bahia.