Nem todos têm facilidade de autocontrole financeiro. Saiba mais!

Segundo Patrícia Simão, o comprador compulsivo se classifica dentro do quadro de transtornos do impulso e adota um comportamento repetitivo, no caso o ato de comprar; sempre levado por um impulso, decidido pela emoção

Por Lucas Vasques

Para Patrícia Simão, o papel da Psicologia é importante, pois educar financeiramente é uma aprendizagem, como qualquer outra, e envolve aspectos objetivos e subjetivos / Foto Divulgação

Equilibrar o orçamento e manter uma vida financeira controlada são desafios difíceis de enfrentar, principalmente em momentos de crise econômica, como a atual fase do Brasil. Há indivíduos perdulários, mas que conseguem, aos poucos, alterar seus hábitos e adequar seu padrão de vida à própria realidade. Entretanto, existem situações em que a pessoa é tomada por um sentimento incontrolável de gastar mais do que o bolso comporta. Nesses casos, a Psicologia Financeira pode ser uma importante aliada para auxiliar quem sofre de alguns transtornos relacionados ao problema.

Especialista na área, a psicóloga Patrícia de Rezende Chedid Simão destaca que, apesar de ser um campo de estudo relativamente novo, vem ganhando espaço e importância no amplo espectro da Psicologia. Ela ressalta que o descontrole financeiro pode ser originário de um problema emocional, que deve ser tratado. Mas faz uma ressalva: “Para ser considerado um problema de ordem emocional é necessário que seja tomado por um impulso, tenha certa frequência na vida do indivíduo e causado prejuízos não apenas de ordem financeira. Mas se é um fato isolado, uma escolha, é delicado afirmar ser um problema emocional”.

Patrícia é graduada em Psicologia, pós-graduada em Psicopedagogia, tem formação em Terapia Comportamental e Cognitiva, com extensão em Psicologia Econômica, Educação Financeira, Mercado Financeiro e Mercado de Ações, além de ser capacitada como mediadora e conciliadora judicial. Atua na área clínica desde 1996 como psicóloga e professora em Orientação do Comportamento Financeiro.

Existem diferenças entre Psicologia Financeira e Psicologia Econômica? quais são?

Patrícia: Se formos fazer essa comparação levando em conta a nomenclatura, em um primeiro momento fica clara uma diferença. Enquanto a Psicologia Financeira diz respeito à administração de recursos, desde individuais a pequenos grupos e de uma sociedade como um todo, já a Econômica, por sua vez, é a ciência que estuda a atividade econômica no âmbito social. O comum entre elas é que as duas se utilizam da Psicologia, que, por sua vez, é a ciência que estuda o comportamento. Já em termos de como cada uma trabalha, não teria definição, até porque Psicologia Financeira é um termo que vem sendo utilizado pela mídia e a cada dia surgem novos nomes e trabalhos propostos por diferentes linhas da Psicologia. Como disse, isso é um processo que vem crescendo. Já a Psicologia Econômica tem na Vera Rita de Melo Ferreira, psicanalista de formação, seu maior nome para essa proposta. Fui aluna de sua primeira turma e, sem sombra de dúvida, muitos estudos e informações que temos hoje no Brasil, nesse campo, devemos a ela. Psicologia Econômica é um estudo que surgiu na Europa. Também se falou muito de economistas comportamentais e sua proposta está em trazer a Psicanálise como contribuição à Economia. Já outros profissionais seguiram a linha da terapia comportamental cognitiva, na qual eu me enquadro, apesar de nunca descartar ideias de autores das demais linhas. Afinal, é tudo muito novo e acredito que qualquer informação que possa ajudar deve ser compartilhada. Devemos ter o cuidado em não dividir a Psicologia como fizeram na política. O que está em jogo aqui é a salubridade de uma nação.

Descontrole financeiro é um problema emocional?

Patrícia: Depende. Precisamos entender o que levou o indivíduo a esse descontrole. Para ser considerado um problema de ordem emocional é necessário que seja tomado por um impulso, tenha certa frequência na vida dele e tenha causado prejuízos não apenas de ordem financeira. Mas se é um fato isolado, uma escolha, é delicado afirmar ser um problema emocional. Pelo contrário, às vezes se faz até necessário. Por exemplo: quando a dor ou o conflito são muito grandes, necessitamos da famosa “válvula de escape”. Melhor que seja no cartão de crédito do que ficar doente, bater o carro, fumar ou beber. Foi um descontrole, sem dúvida, mas é importante entender todo o contexto da história que levou o indivíduo a esse comportamento. Nesse caso isolado entendo mais como uma forma de compensação.

Como a Psicologia Financeira identifica uma pessoa que tem dificuldades no orçamento daquela que possui um transtorno?

Patrícia: A dificuldade é esperada quando não se tem conhecimento do assunto, familiaridade, falta experiência. O transtorno tem dois aspectos: já se tem conhecimento. Em alguns casos se inicia a prática, mas não existe sustentação da mesma; e quase sempre vem associado a algum tipo de prejuízo.

Quando e por que a pessoa precisa de um tratamento psicológico?

Patrícia: E importante avaliar o contexto em que a queixa se apresenta. Alguns pontos devem ser observados: a queixa trazida é uma constante na vida do indivíduo; já fez tentativas de mudar e não conseguiu; as pessoas o alertam para isso; sempre busca justificativas ou evita falar sobre suas condutas financeiras; o comportamento em questão já lhe causou problemas, não apenas no campo financeiro como também pessoal, profissional e afetivo/sexual; avaliar a saúde. Em determinadas situações essas condutas financeiras geram problemas de saúde física e emocional.

Existe um perfil psicológico padrão entre os compradores compulsivos?

Patrícia: Segundo alguns estudos dentro da terapia comportamental cognitiva, citando Range (1995), o comprador compulsivo se classifica dentro do quadro de transtornos do impulso, e isso nos leva à observação de algumas condutas comuns, entre elas comportamento repetitivo, nesse caso o ato de comprar; sempre levado por um impulso, sem planejamento; a compra é decidida pela emoção, ausência da razão.

Como define o comportamento econômico do brasileiro?

Patrícia: Sendo bem objetiva, vejo que estamos caminhando para uma sociedade neurótica. Falo mais precisamente da neurose do fracasso, pois foi engolida por um poder representado, em sua maior parte, por indivíduos perversos. Citando La Planche e Pontails, entende-se neurose do fracasso, segundo estudos de René Lauforgue, como sendo “um grupo de todas as espécies de síndromes do fracasso identificáveis na vida afetiva e social, no indivíduo ou num grupo social….”. Já Freud refere-se a certos tipos de fracasso neurótico à compulsão, à repetição, o que ele chama de compulsões de destino (1920). Já o conceito de perversão, trago não apenas no conceito da Psicanálise, mas, sim, mais amplo. É perverso o indivíduo que trapaceia, rouba, manipula, visando usar o dinheiro de terceiros para seu próprio benefício. Desrespeita regras e leis sem o menor sentimento de culpa. Enriquecimentos nesses casos são ilícitos. Suas relações são basicamente sadomasoquistas, em que atingem o prazer com o sofrimento de outros. Necessitamos urgentemente tratar dessas neuroses, porque somente uma sociedade sã é capaz de controlar a perversão.

Em momentos de crise no país, como adotar um comportamento econômico adequado pra evitar problemas futuros?

Patrícia: Nesse caso a lição de casa é bem objetiva, concreta, direto no orçamento. Rever o orçamento, os gastos possíveis de serem cortados, diminuídos. Não há muito como fugir dessa regra. Isso, no entanto, se torna difícil para muitos, porque o simples fato de olhar o orçamento nos faz deparar com uma realidade de momento angustiante, no que se diz respeito à questão financeira-econômica. De repente, o dinheiro acabou, e agora? Minha resposta para isso é: ótimo! Quem sabe não seja o momento de pensar em outras condutas, valores, para que se tome conhecimento de nossas aptidões, trabalhar internamente.

Quais os impactos emocionais provocados pela crise financeira?

Patrícia: Certa preocupação e medo diante de uma crise financeira são atitudes normais e esperadas. O contrário não seria, afinal o cenário econômico mudou e existe a necessidade de readequar o orçamento e, em determinadas situações, até mesmo buscar uma terceira fonte de renda para cobrir os gastos. No entanto, é preciso ficar atento, pois depressão e transtornos de ansiedade podem aparecer, no caso de indivíduos que já possuam essa predisposição. Alguns sintomas da depressão: tristeza, acompanhada de sentimentos de culpa e vergonha; crises de choro; sensação de fracasso; dificuldades de concentração; irritabilidade; insônia; sensação de inutilidade; perda do prazer sexual; dificuldade em executar até mesmo tarefas cotidianas. A apresentação de três ou mais desses sintomas merece tratamento em psicoterapia, associado ou não de medicação, dependendo do grau.

Em tempos de crise, como a que o país está vivendo, é correto afirmar que há um aumento considerável nos casos de depressão e estresse relacionados ao assunto dinheiro?

Patrícia: Foram desenvolvidos vários trabalhos e pesquisas sobre isso. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em 2015, publicou um artigo sobre essa questão, apontando, inclusive, a porcentagem para cada alteração de humor observada. Recomendo a leitura, disponível em https://www.spcbrasil.org.br/uploads/st_imprensa/release_sentimentos.pdf

Podemos classificar a corrupção como uma espécie de transtorno, já que ela se caracteriza pela busca exacerbada de poder e dinheiro?

Patrícia: Primeiro é importante entender o que é corrupção, ou seja, o ato de subornar alguém, dando dinheiro ou até mesmo presentes, na tentativa de atingir benefícios por interesse próprio, desrespeitando regras e leis. Nesse sentido, a prática desse ato é até comum. Agora, indivíduos que usam desse método como um meio de vida, compulsivamente, pode sugerir que estamos diante de algum tipo de transtorno de personalidade. Alguns autores defendem que o corrupto estaria classificado em alguns deles. Fácil entender essa conclusão se você ler um pouco sobre as características deles. Vou apresentar a descrição de dois tipos de transtorno, que, devido às suas características, levariam a essa conduta mais facilmente, sem nenhuma culpa. Para isso, cito Bernard Rangé, da terapia comportamental cognitiva. Um é o transtorno narcísico, cuja crença principal é o indivíduo acreditar que está acima das regras e merece atenção especial, e, assim, ele transcende regras, é extremamente competitivo, usando dos outros para benefício próprio e se autoengrandecer. A visão que faz dos outros é que são inferiores e devem ser seus admiradores, e ele, sim, é especial, único e superior. O segundo é o transtorno antissocial, cuja crença principal é a de que regras não são para ele e o negócio é levar vantagem em tudo e, assim, ele engana, manipula, ataca e rouba, enxergando os outros como otários, vulneráveis e exploráveis. Ele é forte, esperto, autônomo, não precisa de ninguém. Dentro desse quadro fica fácil entender por que alguns autores de saúde levam a esse diagnóstico. No entanto, eu já iria por outro viés. Vejo a corrupção, antes de mais nada, como uma falha de educação, e o indivíduo corrupto é resultado de um somatório de atos que poderiam ter sido corrigidos e não foram, levando-o, digamos assim, ao vício da corrupção. Uma vez instalado só existe uma maneira de controlar: a reeducação. E, aí, nós temos de recorrer a uma linha da Psicologia que, a meu ver, nesse caso a mais recomendada seria a Experimental, que propõe a extinção de comportamentos prejudiciais por meio da punição e a aprendizagem de novas condutas, através de estímulos e reforços positivos. E, finalizando no caso da corrupção sistêmica, eu entendo que a prisão, por si só, não levará a resultado nenhum. E esses indivíduos, mais cedo ou mais tarde, vão comprar a sua liberdade. A punição deve ser feita no ponto mais vulnerável, nesse caso o bolso. Corrupto tem que pagar com dinheiro e com trabalho que exija muita disciplina. Como eu disse, esses indivíduos devem ser reeducados. E é claro que uma avaliação de ordem neurológica também, no caso de transtornos mais severos.

Nas datas comemorativas, como Natal, Dia das Crianças e das Mães, há certa euforia em relação às compras de presentes. Quais os principais cuidados preconizados pela Psicologia Financeira que o consumidor deve ter para não dar o passo maior que a perna?

Patrícia: Você usou o termo correto: euforia. Vou definir trazendo o mais antigo dos livros, o dicionário: “A euforia é um estado patológico, uma vez que ele se caracteriza pelo aparecimento de alegria, otimismo e ânimo, mas que não corresponde à realidade da vida da pessoa que diz experimentá-los”. Portanto, voltamos aí outra vez à questão do princípio do prazer como fuga da realidade. A lição de casa nessas situações é muito simples. Primeiro, quando estiver eufórico evite as compras. Fale, converse, caminhe, movimente-se, como uma forma de canalizar essa energia por outro caminho que não vá lesá-lo financeiramente.

Foto Shutterstock

Dentro desse cenário, o brasileiro não tem o hábito do planejamento. Quais elementos a Psicologia Financeira traz para proporcionar uma possível mudança desse hábito?

Patrícia: Então, vamos entender essa mudança de hábitos como uma aprendizagem, e nesse caso é mais fácil adquirir novos hábitos que tenham reforços positivos. A primeira coisa a identificar é se ocorre motivação interna para essa mudança e quais seriam elas. Depois, registrar os ganhos que a pessoa possa ter com novos hábitos. E, finalmente, traçar estratégias e caminhos que levem a isso. Nesse caso só saberemos como defini-las com o paciente em sessão. Mesmo porque temos de observar as respostas e irmos adaptando às ferramentas.

As crianças são bem vulneráveis às ofertas do consumo. Como os pais podem conduzir uma educação financeira saudável para seus filhos?

Patrícia: Com crianças, o trabalho é preventivo, uma vez que, segundo alguns autores, a personalidade já está formada aos 4-5 anos, e, de fato, nessa fase você consegue observar comportamentos no brincar da criança, que sugerem suas tendências financeiras. Eu costumo dizer que o brinquedo é o dinheiro da criança, enquanto que para o adulto, dinheiro é brinquedo. Os pais precisam se dar conta do quanto é poderosa essa ferramenta na educação. Cabe aqui uma citação de Winnicott: “A criança joga (brinca) para expressar agressão, adquirir experiência, controlar ansiedades, estabelecer contatos sociais como integração da personalidade e por prazer”. O que eu teria a dizer para os pais é: brinquem com seus filhos, enquanto ainda é tempo. Se ele for um pré-adolescente, jogue, não espere o dinheiro entrar no mundo dele, o que hoje acontece cedo, a partir do momento que ele já entende a existência do mesmo e sabe fazer contas. Mas não abandonem a brincadeira, que é, no meu ponto de vista, a melhor maneira de ensinar e educar. O jogo permite ensinar a criança que regras existem e devem ser respeitadas, saber ganhar e perder e ter a merecida punição se houver tentativa de trapaça. No jogo, na brincadeira, você educa seu filho a ser um homem melhor. Por isso, se ele ganhar vibre com ele, mas se ele perder deixe que chore, deixe que sofra, não lhe tire essa oportunidade de aprender com a dor, porque a vida é assim e dessa forma você estará preparando seu filho para um mundo de verdade, onde temos de ganhar, sem dúvida, mas não vamos morrer se perdermos.

Por que as pessoas se deixam levar pelas emoções na hora de comprar ou investir seu dinheiro?

Patrícia: Importante essa sua pergunta. E eu, entendendo isso e vendo o quanto o trabalho em clínica pode ser longo e para algumas situações não podemos esperar tanto tempo, fui buscar ferramentas para ajudar nessa questão. Isso foi em 2009, quando outro campo do saber também vinha ganhando terreno, a Educação Financeira. Observei, então, dois pontos nesses cursos: a preocupação com questões relacionadas a endividamento, consumismo, e o sonho da aposentadoria, passíveis de serem entendidos em nível racional, uma vez que são objetivos, e não estão errados. Já para o entendimento da Psicologia, isso é somente a ponta do iceberg, o sintoma. O conflito é que nos interessa. Quando falamos em finanças, a questão em jogo é mais subjetiva do que parece. Para isso, busquei também a psicopedagogia, disciplina que visa justamente trabalhar as dificuldades de aprendizagem. A melhor resposta que encontrei para isso está em Alicia Fernandez, 1991, em seu livro Inteligência Aprisionada. Ela afirma que aprendizagem é sempre singular, específica. Diz o quanto é importante entender a forma que cada um tem e ainda reforça que a modalidade de aprendizagem assemelha-se à modalidade sexual, e até com a forma de relação que o sujeito estabelece com o dinheiro. Esse meu estudo foi o trabalho de conclusão de curso, publicado com o tema “A aprendizagem em Educação Financeira: diagnóstico, prevenção e intervenção psicopedagógica”. Quem se interessar, encontra-se disponível no endereço http://www.psicologiafinanceira.com.br/psi/downloads/monografia_aprendizagem_em_educacao_financeira.pdf

Quais os principais erros que os investidores cometem em relação às questões emocionais?

Patrícia: São as famosas atitudes impulsivas. Investidores que cometem esse tipo de erro se enquadram no mesmo perfil que compradores compulsivos, só que nesse caso o objeto dele é o mercado financeiro. Os esquemas cognitivos são os mesmos. A decisão pelos investimentos, às vezes, é tomada pela oferta, pelo modismo e é imediata, sem planejamento algum.

Um tratamento com base na Psicologia Financeira pode ser uma alternativa para casais em crise no relacionamento por razões financeiras? De que maneira?

Patrícia: Sim, mas temos de levar em conta os valores, conceitos e pré-conceitos de cada um dos parceiros. Ainda vivemos numa cultura em que a cobrança de papéis é muito grande, principalmente no que diz respeito à figura masculina, que tem de ser o provedor. Além disso, ainda pecamos muito em cima de uma ideia errônea que associa dinheiro ao sucesso, levando um dos parceiros, ou até mesmo os dois, à sensação de fracasso no casamento quando há uma crise financeira. No entanto, pelo contrário, muito dinheiro também pode ser uma forma de camuflar a falência do casal. Nesse momento, os dois devem sentar e conversar muito. A conversa sempre foi e será o melhor caminho, ajudar um ao outro, dividir suas ideias, medos e conflitos. O seu parceiro(a) tem que saber o que se passa na sua cabeça para ambos poderem juntos desvendar o que, de fato, é real, o que é fantasia e que medidas devem ser tomadas.

Quais seriam os conselhos que daria ao leitor em relação a como lidar com o dinheiro?

Patrícia: Está em crise financeira? Então, primeiro, comece revendo seus valores. Segundo, veja suas aptidões e o que, de fato, o faz feliz, e, terceiro, levante seus recursos internos e transforme o que você tem de melhor em algum produto ou serviço que possa vir, de alguma maneira, a ser compartilhado. E, finalizando, desenvolva sua capacidade de amar.

*Conteúdo adaptado do texto “Nem todos têm facilidade de autocontrole financeiro”

Revista Psique Ed. 131