Distrações, quando positivas, não interferem na concentração

Estímulos como música ou um gato fofo passando não interferem na execução de sua tarefa. Entenda!

Texto Jussara Goyano

Você sabia que há distrações positivas e negativas, quando se está tentando focar em uma atividade? Se por um lado interrupções e estímulos como um telefone tocando ou um cachorro latindo fragilizam sua memória de trabalho, por outro, estímulos como música ou um gato fofo passando não interferem na execução de sua tarefa. Ao menos é o que uma pesquisa realizada na Universidade de Illinois (EUA) revela.

Usando ressonância magnética, os pesquisadores envolvidos monitoraram o cérebro de voluntários enquanto cumpriam uma tarefa de memorização. Imagens de pessoas com diversas expressões foram exibidas e os cientistas procuraram distrair os indivíduos como estímulos positivos, negativos e neutros. A ideia foi avaliar como os participantes do estudo responderiam a perguntas sobre detalhes das imagens exibidas depois de submetidos a esses estímulos. A conclusão foi de que a distração positiva não interferiu na memorização das figuras. Já o estímulo negativo foi responsável pela pior performance.

A razão para isso acontecer, explicam os coordenadores do estudo, é que, ainda que ambos os estímulos mobilizem a mesma região no cérebro, o positivo ativa o córtex pré-frontal ventro-lateral, área associada ao controle emocional, justamente aquela que é capaz de auxiliar nas estratégias mentais para minimizar o impacto de distrações.

Para saber mais: D. IO RDAN , F. DOLCOS . Brain Activity and Network Interactions Linked to Valence-Related Differences in the Impact of Emotional Distraction. Cerebral Cortex, November 2015 DOI : 10.1093/cercor/bhv242

Revista Psique Ed. 120

Distrações, quando positivas, não interferem na concentração