Diagnósticos de autismo crescem no mundo

Incidência é alarmante e reflete em estatística de famílias atingidas pelo problema

Por Suzana Marques | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

Segundo informações do Laboratório de Aprendizagem Humana, Multimídia Interativa e Ensino Informatizado (Lahmiei), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido alarmante. Atinge, atualmente, uma em cada 88 crianças nascidas nos EUA. Na contramão, porém, há uma enorme defasagem de profissionais especializados para atender a essa população. Um problema, pois a doença pode ser incapacitante se não for diagnosticada a tempo e tratada adequadamente.

 

De acordo com Celso Goyos, psicólogo e pesquisador, coordenador do Lahmiei, da UFSCar, a incidência é mesmo assustadora, pois representa número maior de casos do que aqueles de HIV positivo, câncer e diabetes infantil somados. “Embora não haja cálculos estatísticos para o Brasil como um todo, é razoável supor que a incidência seja muito próxima da internacional”, explica Goyos, que é coordenador do Lahmiei, da UFSCar.

 

Outro fato que transforma esses dados em algo ainda mais alarmante é que o transtorno do autismo afeta aproximadamente uma em cada cinco famílias, pois cada caso pode ser o responsável pela desorganização e desestruturação de diversas relações no entorno. 

”O diagnóstico pode demorar meses ou até anos para ser concluído. Durante este período perdura a mais absoluta e angustiante incerteza sobre a vida da criança, dos pais, e da família”, diz o pesquisador que também é Editor-Chefe do International Journal of Behavior Analysis Applied to Autism (IJOBAS).

 

Revista Psique Ciência & Vida Ed. 100

Adaptado do texto “Autismo e prevalência”