Descobertas transformadoras sobre a oxitocina

Por Jussara Goyano* | Foto: 123 Ref | Adaptação web Caroline Svitras

Conhecida como o hormônio do amor, a ocitocina promove melhor interação social em contextos positivos em família ou com amigos, num concerto de rock ou outras situações em que sua concentração é aumentada em certas regiões cerebrais. No entanto, em um contexto negativo, a oxitocina poderia promover a prevenção social, de evitação de situações desconhecidas.

 

Tal efeito foi atestado em um estudo com ratos da UC Davis (Califórnia, EUA), que também descobriu como um mesmo hormônio pode agir provocando reações diametralmente opostas.

 

Não só esse achado foi surpreendente, mas o fato de que o novo estudo favorece outras pesquisas para a criação de drogas e intervenções mais ágeis em mitigar certos transtornos emocionais. Segundo o observado pelos pesquisadores da UC, suprimindo-se a ocitocina em ratos, foi possível torná-los menos propensos ao isolamento e mais sociáveis. E isso em um timing bem curto, diferentemente do necessário para se obter o mesmo efeito com o uso de fluoxetina, por exemplo.

 

Áreas diferentes

Já no que diz respeito à forma como o hormônio é capaz de produzir reações tão distintas, verificou-se que ele age em diferentes áreas do cérebro. No núcleo accumbens, região cerebral importante para recompensa e motivação, a ocitocina promove aspectos gratificantes das interações sociais. Já no núcleo leito da estria terminal, região conhecida por controlar a ansiedade, ela provocaria a evitação social. Mulheres e homens respondem de forma diferente em intensidade à presença do hormônio nessas regiões cerebrais.

 

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*Jussara Goyano é jornalista e coach certificada pelo Instituto de Psicologia Positiva (IPPC). Atua com foco em performance e bem-estar. Estudou Medicina Comportamental na Unifesp. E-mail: atendimento@jussaragoyano.com